[Notas de estudo] Testes que fazem sentido
Sempre fui um pouco relutante quanto a testes no Frontend, pois logo quando comecei a aprender não via sentido e nem valor em fazê-los. Já vi testes repetitivos e mecânicos que existem apenas para inflar o coverage, sem de fato garantir que a aplicação/funcionalidades estão funcionando para o usuário.
29 de janeiro de 2026
Por Samuel Alves
Assisti uma aula do Brian Holt no Frontend Masters e a mentalidade dele ressoou muito com o que eu penso sobre utilidade real.
O que levar para os próximos projetos:
- Testar comportamento, não código: O foco deve ser no que o usuário vê e faz. Se eu mudar a biblioteca de estado ou o nome de uma variável interna, o teste não deveria quebrar. O que importa é: "O modal abriu quando o botão foi clicado?".
- A hierarquia de importância: Nem tudo merece o mesmo esforço. Se o login falha, o app é inútil. Se a troca de cor do botão falha, é um detalhe. Preciso aprender a priorizar o que realmente destrói a experiência se parar de funcionar.
- O fluxo do bug: Uma regra de ouro para adotar: se achei um bug, escrevo o teste que o reproduz antes de corrigir. Isso garante que eu não cometa o mesmo erro duas vezes (regressão).
- Desapego: Teste instável (flaky) é ruído. Se o teste não é confiável ou perdeu o sentido, a melhor solução é deletar. Ter 100% de cobertura com testes ruins é uma falsa sensação de segurança.
Conclusão
Testar não deve ser burocracia. O objetivo é confiança para refatorar e colocar em produção. Se o teste não agrega valor ou só serve para "incrementar porcentagem", ele é desperdício de tempo.